Concorrentes avaliam os efeitos
Segundo a agência de notícias Kyodo, as montadoras japonesas temem uma queda de suas vendas nos EUA se os carros da Mercedes-Benz forem comercializados pelas concessionárias Chrysler. Os possíveis perdedores incluem a série Lexus da Toyota Motor e a série Infiniti da Nissan Motor.
Um executivo da Toyota afirmou que ‘‘se a DaimlerChrysler decidir incluir carros relativamente baratos nas linhas da Mercedes-Benz, nossa companhia será afetada, assim como a General Motors e a Ford’’. ‘‘Muita coisa vai depender da estratégia na nova empresa’’, afirmou. Na Bolsa de Tóquio, as ações da Toyota, Honda e Nissan fecharam com quedas significativas. Toyota caiu 50 ienes, para 2.280 ienes, Honda recuou 60 ienes, para 4.710 ienes, Nissan caiu 22 para 385 ienes.
A megafusão vai obrigar as montadoras japonesas a se reorganizarem em escala global, afirma o jornal Nihon Keizai Shimbun. O presidente da Nissan Motor, Yoshikazu Hanawa, disse que, ‘‘se necessário, as montadoras japonesas vão buscar parcerias no exterior’’. Em termos de lucratividade, a maioria das fabricantes do Japão está bem atrás das concorrentes estrangeiras.
Os dois gigantes americanos da indústria automobilística, General Motors (GM) e Ford, se manifestaram serenos e não surpresos ontem com a fusão da Chrysler, a terceira fabricante dos EUA, com o conglomerado alemão Daimler-Benz. ‘‘Esta união não deve modificar a situação do mercado de automóvel’’, disse o assessor da Ford, Jim Cane, refletindo a opinião compartilhada por um bom número de analistas.
O diretor da GM, John Smith, disse num breve comunicado que está ‘‘confiante’’. Segundo ele, ‘‘as estratégias de seu grupo respondem bem às condições atuais do mercado’’. Continuaremos sendo flexíveis e responderemos às mudanças’’, disse.
‘‘A fusão entre Chrysler e Daimler Benz não nos surpreende’’, disse Jim Cane, da Ford, ressaltando que, nos últimos anos há uma tendência cada vez mais forte para a redução de custos, ao mesmo tempo em que o mercado cresce’’, disse Cane.
Para acrescentar suas posições na Ásia, mercado mais competitivo, a Ford elevou sua participação no grupo Mazda de 24% para 33,4% em 1996. A GM também colocou suas peças na Europa, ao comprar 50 por cento da conceituada sueca Saab e, na Ásia, 37 por cento da japonesa Isuzu. A GM negocia também a compra de 50 por cento da Daewoo.

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