Curitiba - Dos 60 vôos programados pela Varig nos primeiros cinco dias deste mês, 35 foram cancelados no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Os vôos cancelados tinham como destino os aeroportos de Guarulhos (SP), Bolívia, Congonhas (SP), Porto Alegre (RS) e Galeão (RJ). Mais de 2 mil pessoas tiveram seus destinos cancelados e foram remanejadas para outros vôos em empresas como a TAM e a GOL.
Este foi o caso da família do petroleiro Flávio Dias de Andrade, de 42 anos. Ele, a mulher e três filhos moram em Salvador (BA), mas vieram passar as férias em Curitiba. Eles ficariam 15 dias na capital paranaense, mas foram pegos de surpresa com o cancelamento do vôo que tinham marcado para o último dia 4 (terça-feira).
A Varig conseguiu resolver a situação da família ontem. ''Tivemos o transtorno do cancelamento, mas a Varig conseguiu solucionar rapidamente. Não foi fácil ter que esperar um dia a mais, porque temos compromissos em Salvador. Mas agora vamos voltar'', disse Andrade.
O transtorno só não foi pior porque eles não precisaram pagar hotel em Curitiba. A família tem parentes no Paraná. ''Ao menos, a gente tinha onde ficar. Se fosse um vôo turístico, feito por pacote, não teríamos como pagar um dia a mais'', brincou ele. Ontem, o movimento na Varig era tranquilo. Pela manhã, a empresa não fez vendas ao público de passagens. Apenas acertou os problemas dos passageiros que tiveram os vôos cancelados.
As outras companhias que operam em Curitiba é que ganham com os cancelamentos dos vôos da Varig. Aeronaves extras estão sendo colocadas em algumas linhas, consideradas de maior movimento. A Gol, por exemplo, colocou 12 vôos extras na capital entre os dias 23 e 26 de junho. Todas as linhas tinham como destino o Aeroporto de Congonhas. A assessoria de imprensa da Gol informou que os vôos extras foram uma opção da companhia por conta do aumento da demanda de passageiros nos últimos dias.
A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) explicou que não existe tumulto no Paraná porque todos os vôos cancelados pela Varig estão sendo relocados para as demais companhias aéreas (as regulares são a TAM e a GOL, mas operam também em Curitiba as empresas Ocean Air, BRA e Webjet).

mockup