Concorrência força baixa de combustíveis em Londrina
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A gasolina e o álcool sofreram nova redução nos preços praticados ao consumidor londrinense. Gerentes de postos da cidade acreditam que a concorrência foi a responsável pela nova queda, de cerca de R$ 0,03 para a gasolina e de R$ 0,05 para o álcool, em média. Até a semana passada, a gasolina era comercializada pelo preço médio de R$ 2,09 e o álcool, a R$ 1,23. Ontem, já era possível encontrar postos de Londrina vendendo os combustíveis por R$ 2,04 e R$ 1,15, respectivamente, onde a margem de lucro das revendas é de cerca de 7%.
Apesar da nova redução, a Região Sul do País registra a maior alta dos preços da gasolina e a segunda maior alta nos preços do álcool. Segundo informações disponíveis no site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre julho e agosto de 2003 a região registrou aumento de 0,7% (R$ 0,015) na gasolina e 1,9% (R$ 0,024) no álcool comercializado pelos postos. A variação dos preços das distribuidoras, no entanto, foi menor: no mesmo período, a gasolina subiu 0,3% e o álcool teve queda de 2,6%.
Os postos de Londrina consultados pela reportagem da Folha com os preços mais baixos para a gasolina foram encontrados nas zonas Norte e no Centro, a R$ 2,04. As revendas do centro também estão comercializando o álcool a preços mais baixos, com média de R$ 1,15.
Segundo o gerente de um posto na Avenida Celso Garcia Cid, Nilson de Lima, a concorrência é a principal responsável pela queda nos preços dos combustíveis, percebida desde a semana passada. ''As reduções são refletidas rapidamente em todos os postos. Logo que alguns reduzem, a gente já sente a queda no movimento''. Segundo Lima, as distribuidoras não reduziram seus preços.
Na Avenida Inglaterra, zona sul da cidade, o gerente de posto Rafael Fachin reforça a teoria de Lima sobre a concorrência. ''É só um posto baixar os preços que logo todos vão atrás'', diz. Mas apesar da redução dos preços, Fachin, assim como Lima, não percebeu aumento no volume de combustível vendido.
Os postos localizados na zona oeste, que, de acordo com a última pesquisa realizada pela Folha praticavam os preços mais baixos, inverteram as posições, vendendo agora a gasolina por até R$ 2,07 e o álcool por R$ 1,18. Gerente de um posto da Avenida Maringá, José Carlos reclama da grande concentração de revendas na cidade: ''Não temos opção: se um posto da Avenida Maringá baixa seus preços, todo mundo tem que fazer igual.'' José Carlos diz ter percebido ligeiro aumento da movimentação após a última redução. ''O volume de vendas realmente aumentou''.
Apesar das reduções, o consumidor londrinense continua a reclamar dos preços praticados na cidade. ''Isso aqui parece mais é piada'', disse o metalúrgico Ademir Marin, que tomou as cidades de Cambé e Maringá, onde os preços seriam mais acessíveis, como parâmetro. ''Não dá para entender porquê os preços das cidades da região são mais baixos''. O professor Dercy Guaitoli aproveitou a baixa para encher o tanque de seu carro ontem: ''Reduções são sempre bem vindas, mas acho que elas poderiam ser maiores''.


