Concorrência faz preço da gasolina recuar
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quarta-feira, 10 de novembro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Os postos de gasolina estão reduzindo o preço do combustível, em um movimento de ajuste de suas margens de lucro considerado normal após os reajustes da Petrobras. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina no País caiu 1,7% na última semana, a primeira queda nas bombas desde o aumento de 2,4% nas refinarias da estatal, promovido em 15 de outubro. Em São Paulo, onde o repasse havia sido maior do que a média nacional, a redução foi de 1,2%, abaixo da praticada no País.
A acomodação dos preços era esperada por analistas e executivos do setor. Geralmente, as margens sobem bastante nos primeiros dias após os reajustes, mas depois começam a ser reduzidas, devido à concorrência entre os postos. De acordo com a ANP, a margem de revenda da gasolina foi de R$ 0,241 na semana passada, 19% inferior ao pico registrado na semana após o reajuste. A última pesquisa da agência detectou um preço médio de R$ 2,156 por litro.
O preço de venda da gasolina pelas distribuidoras continua em alta, segundo a pesquisa da ANP. Na última semana, as empresas venderam gasolina aos postos por R$ 1,915 por litro, na média nacional, valor 0,5% maior do que o registrado na semana anterior e 2,4% maior do que o vigente antes do reajuste da Petrobras. As distribuidoras alegam que continuam repassando a alta do preço do álcool anidro, que compõe a mistura de gasolina vendida nos postos.
O álcool hidratado, porém, também registrou queda na última pesquisa de preços da ANP. O valor médio de venda do combustível estava em R$ 1,330 por litro na semana passada, uma queda de 4,1% com relação à semana anterior. Mais uma vez, a redução foi provocada pela compressão das margens dos postos, que caiu de R$ 0,264 para R$ 0,184 por litro. Mesmo motivo causou uma pequena queda, de 0,5%, no preço do óleo diesel, que passou de R$ 1,561 para R$ 1,552 por litro na última semana.
O mercado, no entanto, espera novos reajustes da Petrobras ainda este ano. Segundo analistas, o preço da gasolina tem hoje uma defasagem de cerca de 15% com relação às cotações internacionais.


