Concorrência externa segura preço da cerveja
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sexta-feira, 12 de setembro de 1997
Agência Estado São Paullo 
Os preços da cerveja estão, em média, 10% abaixo dos praticados no ano passado. A avaliação é do vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Cervejas e vice-presidente de Assuntos Corporativos da Kaiser, Carlos Eduardo Jardim. Ele atribui essa situação à grande concorrência das marcas importadas que inundam as prateleiras dos supermercados. Jardim admite que algumas empresas até tentaram reajustar preços, mas escorregaram nas amplas margens de escolha dos consumidores, que simplesmente passaram a comprar outras marcas. Jardim observa que as cervejas importadas chegam a ser comercializadas no País a preços abaixo dos praticados no mercado internacional.
Cortar custos e adotar novas metodologias para aumentar a produtividade é a palavra de ordem nas cervejarias nacionais. Não há outra saída, caso se queira continuar no mercado, proclama Jardim. Todo e qualquer custo a mais é evitado pelo setor, já que não há possibilidade alguma de repassá-lo no preço. O consumidor não aceita, o mercado não quer, reitera.
Além da redução de custos, os fabricantes nacionais dão importância crescente à conquista de mercados ainda mal explorados no País, fora da festejada região Sudeste. No caso da Kaiser estamos iniciando uma segunda fábrica no Nordeste, em Fortaleza, onde vamos investir mais US$ 150 milhões, anuncia Jardim.
Apesar da preocupação com a concorrência, os fabricantes de cerveja têm o que comemorar neste inverno atípico aquecido espetacularmente pelo fenômeno El Ni¤o: as vendas cresceram em relação ao mesmo período do ano passado, em percentuais ainda não tabulados pelas entidades do setor.


