Concorrência deve reduzir valor de tarifa de celular
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A entrada em operação das novas empresas de telefonia celular, a partir do ano que vem, deve provocar uma queda nos preços e melhoria na qualidade dos serviços. O presidente da Spectrum Latinoamérica, consultoria especializada em telecomunicações, João Santelli Júnior, lembra que a tendência é de que as empresas já instaladas (bandas A e B) continuem como os maiores provedores, mas parte de seus clientes migrarão para as novas concorrentes, aumentando o chamado churn (porcentual de clientes que abandonam a operadora).
Na Telesp Celular, por exemplo, essa taxa foi de 14% no ano passado, muito baixa se comparada aos indicadores europeus. Em alguns países da Europa o churn chega a 30%, explica Silvio Genesini, sócio da Accenture.
Para incentivar a migração, preço e qualidade serão o diferencial. As companhias mais agressivas levarão o cliente, diz o executivo.
O analista de wireless do Yankee Group, Marcelo Moutinho, lembra que essa agressividade será decisiva para as companhias, pois quem não forçar a migração dos clientes mais rentáveis para a sua rede terá de se contentar só com os novos assinantes, em grande maioria provenientes das classes de menor renda e mais propícios a adquirir o serviço pré-pago, de menor rentabilidade para as empresas.
Que vai haver mercado para todas as empresas ninguém duvida. As projeções da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam a existência de 58 milhões de celulares no Brasil em 2005. Hoje são 23 milhões. Os números são considerados factíveis pelos analistas do setor, desde que mantido o ciclo de crescimento econômico pelo qual atravessa o País.


