A concorrência com os produtos importados não é mais uma dor de cabeça apenas de segmentos intensivos em mão de obra, como têxteis ou calçados. As importações ganharam espaço em praticamente todos os setores da economia. No segundo trimestre em relação a igual período de 2009, a participação dos produtos estrangeiros no consumo doméstico cresceu em 31 de 33 setores da economia, revela um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A invasão de importados provocada pelo câmbio forte e pela expansão do mercado doméstico começa a incomodar segmentos que até pouco tempo estavam protegidos por sua alta competitividade ou por tarifas de importação significativas. Na siderurgia, a fatia dos importados no consumo subiu de 9,8% para 15% no último ano, conforme a Fiesp. Pelos cálculos do Instituto Aço Brasil, já chegou ao recorde de 20%.

Antes da crise, importar aço não compensava por causa da expressiva produção nacional e do custo logístico. Hoje três fatores impulsionam a compra de aço no exterior: câmbio valorizado, incentivos tributários nos portos, e o excesso de produção.

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