Concorrência de soja argentina já preocupa
As cooperativas do Paraná não vêem na soja argentina um fator adverso ao mercado, mas admitem tratar-se de um grande concorrente, cuja produção vem aumentando ano a ano. A produção da última safra, com todas as dificuldades macroeconômicas do País, teve um aumento de 6% sobre a safra anterior, passando para quase 29 milhões de toneladas. Para o técnico de uma cooperativa do Paraná a vantagem argentina sobre o brasil é o baixo custo no campo proporcionado pela soja tansgênica.
A safra brasileira cresceu mais, cerca de 7% e uma estimativa superior a 41 milhões de toneladas, se a seca permitir a recuperação da safra gaúcha. Mas a soja brasileira cresceu em cima da área de milho, que a Argentina tem para exportar. Também no mercado externo a participação brasileira é maior (24% ano passado projetando mais de 29% em 2002) contra 9% da Argentina ano passado (e uma projeção de 14,8% em 2002). Mas a avaliação não pode ser linear, sugerem as cooperativas. É importante verificar a capacidade de crescimento e os espaços para reduzir custos.
A participação no mercado internacional é indicador de liquidez no campo. O Brasil pode dar um salto no mercado internacional se conseguir fechar um grande contrato com a China, que vem sendo negociado pela Abiove. Mas uma parceria com os chineses vai depender da retirada de taxas sobre produto industrializado. Apesar de ter ingressado na OMC, a China não transigue quando se trata de proteger seus produtos.





