A entrada da Telesp Celular no mercado de comunicação do Paraná, a partir da compra da Global Telecom, pode dificultar ainda mais a permanência da Sercomtel Celular no mercado de telefonia móvel no Paraná. A avaliação é do próprio prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), que montou uma grupo de técnicos para estudar as possibilidades da estatal com a abertura do mercado, a partir de 2002. ‘‘De fato não é uma situação confortável’’, concordou.
A discussão sobre a possível venda de 55% das ações que ainda pertentecem ao município, na telefonia celular, intensificou desde que Nedson assumiu a administração, no dia 1º.
‘‘Para enfrentar a concorrência precisaríamos de aporte de capital que o município não pode fazer. E tem mais um agravante: a privatização da Copel (detentora de 45% das ações). Quem comprar a estatal pode querer continuar a ser proprietária da telefônica ou não. Ela pode até vender para uma concorrente nossa’’, observou.
Apesar do cenário pessimista, Nedson não admite que a intenção de vender as ações da empresa esteja definida. Pelo contrário: ele diz que a ‘‘vontade política’’ é manter a Sercomtel Celular como uma empresa pública municipal. ‘‘Mas tenho responsabilidade sobre esse patrimônio e não posso deixar que ele se desvalorize’’, destacou – lembrando que avaliação recente indicou que a empresa vale US$ 100 milhões.
Antes de decidir sobre a venda ou não das ações da telefônica, no setor móvel, o prefeito reafirmou que pretende fazer uma ampla discussão com a sociedade. ‘‘Quero fazer debate aberto, com todas as cartas na mesa, para ter segurança da decisão tomada’’, destacou. Já em relação à telefonia fixa, a intenção da Prefeitura de Londrina é manter o controle acionário da Sercomtel.

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