Concorrência acirrada não impede aumento nos lucros
Curitiba - A Renault anunciou ontem que o lucro líquido cresceu 19% em 2005. O lucro no ano passado foi de 3,37 bilhões de euros contra 2,84 bilhões em 2004. As receitas da empresa subiram 1,9%, o que representa uma alta de 40,47 bilhões de euros em 2004 para 41,34 bilhões de euros em 2005.
O lucro operacional (resultado das vendas, descontados os custos sem o impacto de gastos com dívidas), no entanto, caiu 38%, para 1,32 bilhão de euros, contra 2,12 bilhões de euros em 2004, o que reduziu a margem operacional (lucro em relação às receitas) da Renault para 3,2% no ano passado (no ano anterior, a margem havia sido de 5,2%). Para 2006, a expectativa de margem operacional da Renault é de 2,5% - acima do 1,9% obtido no segundo semestre de 2005, mas abaixo do resultado geral do ano.
Segundo Ghosn, a margem operacional ficou ''abaixo do potencial'' da empresa e abaixo da média da indústria automobilística, de 3,6%. ''Não podemos ficar satisfeitos com uma margem de 3,2%'', disse.
Entre as principais dificuldades que a empresa vem enfrentando estão a concorrência acirrada no setor, a alta das matérias-primas e os custos para cumprir as regras de segurança e a legislação ambiental européias.
Segundo ele, o compromisso para 2006 é alcançar uma margem operacional de 6%. Dentro dos planos até 2009 estão o corte de custos com compras em 14% e custos de manufatura em 12%. Outra meta é lançar 26 novos modelos. A empresa quer alcançar um aumento de vendas de 800 mil carros por ano até 2009 sobre o resultado de 2005 de 2,5 milhões de unidades. (A.B./com agências)





