O diretor secretário-geral da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Flávio Caetano de Paula, afirma que o Programa de Prevenção e Tratamento do Superendividamento do Consumidor em Londrina é baseado em um projeto piloto criado no Rio Grande do Sul, que obtém mais de 60% de acordos por audiências de conciliação. "Existem situações em que um credor começa recebendo nos primeiros três meses, outro nos três seguintes e assim por diante. Então há a possibilidade de o devedor efetivamente pagar, sem o prejuízo de seu sustento."
Ele lembra que podem participar pessoas que ganhem um salário mínimo ou mesmo R$ 20 mil por mês, desde que se enquadrem no perfil de devedor de boa fé. Pela negociação, o devedor tem a possibilidade de conseguir redução de juros e da dívida ou parcelamento. Porém, não pode faltar à palestra, à audiência de conciliação e tem de cumprir o acordo assumido. A coordenação do programa também busca parceiros na área de psicologia, para oferecer eventual apoio ao consumidor compulsivo.
A iniciativa também conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), dos departamentos de Direito e de Economia da UEL e do Sindicato dos Contabilistas de Londrina (Sincolon). (F.G.)

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