Brasília - A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, afirmou ontem, durante apresentação do relatório ''Igualdade no Trabalho - enfrentando desafios'', que os países precisam desenvolver políticas nacionais para facilitar a conciliação entre a vida doméstica e de trabalho de homens e mulheres. A socióloga a sugeriu a criação de creches e horários flexíveis de trabalho.
Laís Abramo lembrou que o Brasil ainda não ratificou a convenção sobre responsabilidades familiares. Cerca de 40 países são signatários dessa convenção, segundo a qual nenhum trabalhador ou trabalhadora pode ser discriminado no emprego por ter que cuidar da vida doméstica.
''A importância da convenção é que a responsabilidade com o cuidado das crianças, com a família, com vida doméstica, em geral, não é apenas das mulheres, mas dos homens, também'', afirmou.
Ela ponderou, entretanto, que é decisão dos países ratificar convenções, mas que é função da OIT defender medidas contra a discriminação. O documento apresentado ontem indica que, nas últimas décadas, o Brasil deu passos importantes na luta contra a discriminação no mercado de trabalho. Como exemplos, citou a criação das secretarias especiais de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas para as Mulheres (SPM) e de planos de combate ao preconceito. (Agência Brasil)

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