Concessões de crédito retomam, diz Meirelles
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Agência Estado 
Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse ontem que as concessões de crédito no Brasil já retornaram para os níveis anteriores à crise financeira. Segundo ele, considerando o mês de setembro como uma base 100, as condições de crédito tiveram uma queda para 92,7 em outubro e retornaram a 101,1 em janeiro. Ele participou ontem de palestra no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea).
Ele disse também que o estoque de crédito cresceu 6,5% em dezembro em relação a setembro. Ele destacou que, na mesma base de comparação, os bancos pequenos tiveram um crescimento de 0,6%, os grandes bancos, expansão de 10% e os bancos públicos, de 12,9%.
Meirelles explicou que o crédito foi um dos canais por meio do qual a crise afetou o Brasil. Segundo ele, esse impacto se deu por causa, principalmente, da queda do crédito internacional. Por causa disso, o governo tem atuado para suprir essa carência de crédito, ofertando recursos das reservas internacionais e ampliando a capacidade de crédito dos bancos públicos, como a injeção de recursos de R$ 100 bilhões no BNDES.
Nós estamos substituindo o crédito externo. Essa é a primeira etapa. Na etapa seguinte, é importante que os preços do crédito caiam, que a taxa de aplicação seja menor, afirmou Meirelles, explicando que o aporte do BNDES vai ajudar nesse sentido. Ele mencionou também que a partir deste mês, o BC vai utilizar recursos das reservas para rolagem de dívida externa das empresas, o que ajudará a normalizar o mercado de crédito no Brasil.
Meirelles afirmou que o Brasil entrou nessa crise melhor preparado do que uma série de outras economias, porque vinha com um crescimento acelerado, expansão da massa salarial, redução do número de pobres e com reservas em níveis bastante elevados, que permitem que o governo atue para minimizar os efeitos da crise no País.


