Os revendedores de veículos zero-quilômetro deixaram para hoje o anúncio sobre o que pretendem fazer para conseguir junto às montadoras a redução dos preços dos carros nas vendas no atacado (das fábricas para as lojas). Segundo vários concessionários consultados ontem, é quase certo que as associações das marcas vão sugerir aos filiados a não retirada de veículos dos pátios das indústrias, principalmente dos modelos com maior dificuldade de comercialização, como os mais caros.
‘‘As montadoras somente reagem a dois fatores: perda de participação no mercado e seus próprios pátios lotados de veículos’’, disse um revendedor. Hoje os estoques estão acumulados nas revendas, que calculam ter em seus pátios cerca de 110 mil veículos. O custo médio financeiro de cada veículo encalhado é de 2,2% ao mês que, somado aos descontos que as lojas vêm concedendo, acabam diminuindo a rentabilidade dos negócios.
Caso as montadoras aceitem negociar a redução dos preços aos lojistas, o consumidor poderá ter garantida a manutenção dos descontos e das promoções - que vem mantendo as vendas aquecidas. Do contrário, os concessionários ameaçam reduzir ou mesmo suspender os abatimentos.

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