Cláudia Lopes
De Londrina
Apesar dos aumentos nos preços dos veículos com o fim do acordo emergencial, na semana passada, as concessionárias de Londrina continuam trabalhando com preços antigos. A Metronorte Comercial de Veículos, revendedora Chevrolet, tem modelos da linha 99 e 2000 que estão sendo vendidos na tabela velha.
De todo o estoque, a maioria são da linha Corsa, segundo o gerente comercial da Metronorte, Vilson Domingos Bassetto. ‘‘Embora os preços tenham aumentado entre 11,90% e 13,40%, dependendo da motorização e acessórios, estamos vendendo a linha Corsa com preços que variam de R$ 14 mil a R$ 27 mil’’, disse.
Ele explicou que, a empresa opera com estoque alto, porque vende cerca de 220 veículos/mês. ‘‘O preço antigo continua enquanto durar o estoque, que deve esgotar em 15 dias. Na última semana, vendemos de 10 a 12 unidades/dia’’, afirmou ele, que acredita numa queda de vendas de cerca de 20% daqui a 30 dias, depois que os preços novos começarem a ser praticados.
Nos próximos dez dias, a Marajó Bella Via Automóveis também deve continuar operando com preços antigos. Os carros da linha Fiat, revendida pela concessionária, aumentaram entre 12% e 13%. ‘‘O preço novo do Pálio EX 2 portas custa R$ 16,300 mas ainda estamos vendendo por R$ 14,500’’, disse Flávio Meneghetti, diretor presidente da empresa.
A empresa tem estoque que deve durar pelos menos 15 dias, segundo o empresário. ‘‘Mas não vamos vender tudo no preço velho porque senão não conseguíremos recomprar o estoque’’, disse Meneghetti. Segundo ele, os revendedores terão que encontrar soluções para recuperar o faturamento nos próximos meses.
‘‘O veículo custa caro no Brasil por causa do excesso de tributos. Ao pagar R$ 10 mil num carro, o consumidor gasta mais de R$ 4 mil em impostos, ou seja, quase 50% do preço do produto’’, reclamou Meneghetti. Em países da Europa e nos Estados Unidos, os impostos do setor variam de 8% a 12%. ‘‘Uma das alternativas para aumentar o faturamento seria a adoção da multimarca no Brasil, que é a possibilidade de se vender mais de uma marca numa mesma instalação. Isso é uma reivindicação da Fenabrave e deve acontecer em menos de dois anos’’, previu.

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