Cecília França
Reportagem Local
Dias após a divulgação da queda de 7% nas vendas de veículos no País no mês de março, concessionárias investem em descontos e condições especiais para fechar negócios na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina). No entanto, as expectativas de vendas não superam as do ano passado para a maioria das fabricantes, em virtude da retração do mercado. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a queda de emplacamentos no trimestre, em relação a 2013, foi de 1,68%.
O gerente de vendas corporativas da Marajó (Fiat), Adriano Ambrósio, vê uma transformação no perfil do consumidor, seguindo a mudança da conjuntura econômica. "A economia desaqueceu e o crédito está mais limitado", explica. Por isso, a concessionária trabalha com a meta de comercializar cem veículos durante os dez dias de feira, mesmo número do ano passado. A expectativa maior repousa na picape Strada, veículo mais vendido no País no mês passado.
"Temos condições especiais para produtor rural e frotista, além de descontos para pessoa físicas", destaca Ambrósio. Facilidades na aquisição, como taxa zero e descontos no preço final do produto, são estratégias usadas para "ganhar" os clientes. O consultor de vendas da Nicenter (Nissan), Floriano Gonçalves, acredita que o público esteja consumindo com mais cautela este ano.
"O pessoal está mais cauteloso, pesquisando mais; antes, fechavam a compra de imediato", compara. No entanto, a expectativa de Gonçalves é de que nos dias finais da feira o movimento aumente para alcançar a meta de cem a 110 veículos vendidos, especialmente picapes, oferecidas com descontos que podem ultrapassar os R$ 10 mil, em alguns modelos.
Célio Roberto de Oliveira, gerente comercial da Tropical (Ford), ressalta que o mercado este ano não é o mesmo do ano passado, por isso, ele trabalha com uma expectativa, que classifica como conservadora, de 120 negócios durante os dez dias da ExpoLondrina – no ano passado, foram 140 vendas. "Neste final de semana já fizemos um volume razoável de negócios; temos o diferencial de ter picapes para produtores rurais a pronta entrega", expõe.
Renato Desiderioni, consultor de vendas da Caoa (Hyundai), trabalha com uma expectativa que considera "realista" de vender 35 veículos durante a feira. A aposta da marca vai desde grandes lançamentos de carros tamanho família até os utilitários, por serem voltados para o público rural.
A supervisora de vendas da Metronorte (Chevrolet), Adriana Mendes, relata que nos três primeiros dias foram comercializados 25 veículos, entre venda direta e showroom, desempenho que ela considera ótimo para atingir a meta de cem veículos comercializados.

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