As vendas de veículos novos no País fecharam maio com alta de 1,26% sobre abril e redução de 5,74% sobre o mês do ano passado, o que faz com que as concessionárias de Londrina apostem em promoções para atrair consumidores. De janeiro a maio houve retração de 4,34% no setor, segundo balanço divulgado ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Foram comercializados 440.088 veículos em maio, ante 434.615 em abril e 466.870 em maio de 2013. O resultado de automóveis e comerciais leves é pior, com 277.924 vendas no mês passado, queda de 0,65% sobre as 279.744 de abril e de 7,54% sobre as 300.581 de maio de 2013.
O índice foi amenizado pela recuperação no setor de caminhões e ônibus, que ficou em 15.459 unidades comercializadas em maio, alta de 14,49% ante as 13.502 de abril. No total para o ano, a Fenabrave projeta queda de 3,60% nas vendas de veículos, com pouco mais de 5 milhões de unidades.
O presidente da entidade, Flavio Meneghetti, afirmou ontem que não espera estímulos ao setor. "O governo já sinalizou que não tem como manter incentivos, porque precisa fechar as suas contas", disse. Meneghetti previu que o setor recuperará o dinamismo a partir de 2016. Até lá, pede que o governo facilite a concessão de crédito pelos bancos.
Gerente de vendas da concessionária Norpave, Luiz Carlos de Andrade acredita que as montadoras tendem a incentivar o consumo por meio de juros subsidiados por bancos próprios. "A dificuldade maior que surgiu é a falta de aprovação de crédito e a maioria dos carros vendidos é por financiamento", contou. Na revendedora da Volkswagen, a estratégia em maio foi criar taxas promocionais e descontos, o que gerou alta de 25% sobre abril.
Na Metronorte, da GM, o diretor comercial Waldir Rezende Filho afirmou que somente houve recuperação nas vendas depois do início de uma promoção de descontos. Mesmo assim, o comércio caiu 5% ante abril e 12% sobre maio do ano passado. "Os juros e a inflação criaram um sentimento ruim nos clientes, mas eles voltam quando oferecemos condições."
Na Ford Tropical, o gerente comercial Evandro Lemos Brasileiro, sentiu uma diferença. "Tivemos um desaquecimento nos novos, mas um aquecimento de 28% nos seminovos (sobre abril)", disse. Ele lembrou que o ano será atípico, com Copa do Mundo e eleições.
O diretor comercial da Fiat Marajó, Eduardo Meneghetti, disse que fazer promoções é uma rotina na loja, que fechou maio com números próximos aos nacionais. "Sentimos uma melhora no fluxo de clientes em relação a abril porque tivemos mais mídia. Vamos esperar porque o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro." (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Concessionárias esperam por promoções para elevar vendas
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