Concessionárias esperam boas vendas em Londrina
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sexta-feira, 07 de novembro de 2008
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Apesar dos dados divulgados esta semana pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Anfavea) de retração de 13,81% nas vendas em outubro, o segmento automotivo em Londrina acredita em boas vendas neste mês e em dezembro. Algumas montadoras anunciaram recentemente que darão férias coletivas aos funcionários ou reduzirão as horas extras. Para analistas da Anfavea, a redução nas vendas está relacionada com a crise mundial, que impactou nas condições de crédito e na confiança dos consumidores.
Segundo o consultor de vendas da Nicenter Nissan, Lucas Calvi, as vendas nos últimos dois meses caíram um pouco, mas foi um efeito psicológico por conta da crise e muita especulação do que será o futuro da economia. Ele observou, entretando que dentro de 15 dias o mercado deve voltar ao normal e as boas vendas, tradicionais nesse período do ano, podem acontecer.
Na opinião do consultor, o maior problema dessa especulação é o efeito em cascata: cai o preço do novos e dos seminovos. O reflexo se vê na queda dos lucros das revendedoras que, às vezes, acabam vendendo os veículos a preço de custo para não deixar o mercado parar. Ele citou como exemplo um dos modelos da marca, o Sentra, que em agosto era vendido por R$ 75 mil e cujo preço caiu para R$ 70 mil na intenção de conquistar o cliente.
Calvi afirma que, no momento, o consumidor precisa saber que as parcelas continuam fixas e as taxas de juros sofreram um pequeno reajuste nas últimas semanas, mas não foi uma alteração absurda. As condições para comprar carro, segundo ele, continuam boas, o consumidor só precisa ser incentivado e se organizar para assumir uma dívida.
O gerente comercial da Metronorte Chevrolet, Cláudio Felismino, frisou que as vendas realmente caíram no mês passado, mas acredita que tenha sido por causa da greve dos bancos e que não tenha ligação direta com a crise financeira mundial. Conforme Felismino o comércio de veículos caiu em torno de 15% e que, até meados de outubro quando iniciou-se a greve, o faturamento da empresa estava sendo mantido em relação ao mês anterior.
O gerente comercial pontuou que seguidamente ao retorno das atividades dos bancos os consumidores voltaram a comprar. Para os últimos dois meses do ano, a empresa prevê crescimento em torno de 10%, alcançando vendas de 350 veículos novos em cada mês. O mercado de seminovos também deve obter bons resultados. Felismino também ressaltou que há crédito para o consumidor, que os bancos reajustaram um ''pouquinho'' as taxas de juros, mas as montadoras estão subsidiando esse valores.
Já o diretor-presidente da Fiat Marajó, Flávio Meneghetti, observa que os dados da Anfavea conferem e que a queda das vendas está diretamente relacionada com a crise mundial. ''No mês de outubro a gente sentiu o reflexo da insegurança do mercado'', enfatizou o empresário.
Meneghetti também confirma que os dois principais fatores para o resultado negativo no setor de automóveis no último mês foram a falta de crédito e o efeito psicológico da crise. Apesar disso, o empresário acredita em boas vendas neste final de ano, desde que o consumidor retome seu hábito de consumo. Ele espera que nos meses de novembro e dezembro sejam comercializados cerca de 350 veículos, em cada mês, mesma quantidade negociada em setembro.


