Os gerentes das concessionárias de Londrina que comercializam seminovos confirmaram a boa movimentação do mercado à reportagem da FOLHA, mesmo em tempos de recessão em diversos segmentos do comércio. Em alguns casos, a estabilidade nas vendas já é motivo para comemorar, enquanto outros projetam leve crescimento nos próximos meses.

Responsável pela comercialização de automóveis seminovos das concessionárias Ford Tropical e Fórmula Renault, José de Castro Gonçalves Pereira Filho não tem dúvidas: hoje o cliente está mais propenso a comprar esse tipo de veículo, um pouco mais em conta, sem depreciação e com garantia de fábrica. "Comparado com setor de zero quilômetro, tivemos um bom 2015. Agora, neste início de ano, estamos com as vendas lineares, sendo o mês de março o mais favorável até agora. O pessoal está buscando a troca com troco, ou seja, traz um carro mais novo, pega a diferença em dinheiro e ainda diminui o valor das parcelas. Outro ponto interessante é que estamos com falta desse tipo de veículo com até três anos de uso, sendo que todo o mercado está agressivo para comprá-los, mesmo aqueles que não querem fazer a troca por um modelo mais novo".

Já o gerente da Norpave, Rogério Antunes Pereira, salienta que as empresas que trabalham de forma enxuta, com planejamento, estão conseguindo bons números e lucrar com essa migração de clientes. "Fechamos bem o ano passado e tivemos um mês de fevereiro surpreendente. Hoje, com a dificuldade dos clientes de assumirem parcelas elevadas, eles estão optando por esse tipo de produto, além, claro, de revisar e cuidar do carro que estão em mãos. Não por acaso, o fluxo em nossa assistência técnica aumentou consideravelmente".

Por fim, o gerente de seminovos da Marajó, José Fernandez Mendes, relata que a projeção para 2016 é pelo menos manter os mesmos números do ano passado. "O cliente quer um carro pouco rodado, com parcela menor e mais completo. Afinal, hoje um carro 1.0 completo sai na faixa de R$ 40 mil. Agora, os carros com anos anteriores a 2011 têm um mercado mais complexo, já que os juros são maiores e a entrada precisa ser maior, já que o banco exige isso do cliente".

Mendes complementa dizendo que o mês de janeiro foi melhor de vendas que dezembro; em fevereiro aconteceu uma leve retração, e a expectativa até o fechamento de março é de boa comercialização. "Nossa expectativa é boa e vamos buscar um crescimento, de pelo menos, 5% para 2016". (V.L.)

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