EIO - Em leilão disputado lance a lance durante 51 minutos, entre um grupo nacional e um estrangeiro, a Malha Sul da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foi vendida ontem com ágio de 37,08%, o mais alto este ano no programa de privatizações. O Consórcio Sul Atlântico (o estrangeiro), formado pelo Banco Garantia (holding Varbra), a empresa texana RailTex, a norte-americana Ralph Partners, e as nacionais Judore (fundo de investimentos) e Interférrea, adquiriu, por R$ 216,6 milhões, o direito de operar os 6.586 quilômetros da malha ferroviária pelos próximos 30 anos. O preço mínimo do leilão era de R$ 158 milhões.
O consórcio vencedor pretende investir nos próximos dois anos R$ 300 milhões na recuperação da malha, que atravessa os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O objetivo é conseguir elevar em 50% a atual receita operacional, de US$ 205 milhões.
Segundo o presidente da Interférrea, Bernardo Figueiredo, a principal negociação agora será travada com a Petrobras, na tentativa de adiar o projeto da estatal de criação de um poliduto na Região Sul. ‘‘O transporte de petróleo representa 45% da receita da Malha Sul e o poliduto seria criado por causa das más condições da ferrovia, que pretendemos restaurar completamente’’, diz Figueiredo. Os representantes do Consórcio Sul Atlântico têm prazo até sexta-feira para depositar à vista R$ 90 milhões.

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