Concentração de renda no País ainda é alta
Rio de Janeiro - Não chega a ser a grande notícia da Pnad, mas a concentração de renda diminuiu ligeiramente. O índice que mede a distribuição dos rendimentos (Gini) caiu de 0,600 em 1993 para 0,563 em 2002 e é o menor desde 1981 (0,564). A taxa varia de 0 a 1 e o ideal é que seja a menor possível.
O presidente do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes Pereira, reconhece que a taxa ainda é alta. Pereira afirmou que a concentração no Brasil é comparável à de países de elevada desigualdade ou muito pobres. Em nações desenvolvidas, a taxa fica perto de 0,300, afirma.
A concentração no País é tamanha que os 10% que ganham mais têm 46,1% de toda a renda, enquanto os 10% que ganham menos recebem 1% do bolo. Cálculos do do secretário o secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo, Marcio Pochmann, mostram que a renda dos 10% mais ricos era 58,7 vezes maior do que a renda dos 10% mais pobres em 2002. Em 1995, primeiro ano completo do Real, a proporção era de 47 vezes. Em 2002, 96,3% das novas ocupações foram não-remuneradas ou com renda abaixo do salário mínimo.





