O conceito de responsabilidade social das empresas começou a ser difundido na década de 60 nos Estados Unidos e na Europa. Na época, acontecia a Guerra do Vietnã e a população ensaiou um boicote aos produtos das empresas que, de alguma forma, estavam ligadas ao conflito. A partir daí, diversas empresas passaram a prestar contas de suas ações sociais. Em alguns países europeus, inclusive, o balanço social é obrigatório por lei desde a década de 70.
No Brasil os primeiros balanços sociais só foram feitos nos anos 80. A proposta ganhou visibilidade quando o sociólogo Herbert de Souza, lançou em junho de 97 uma campanha pela divulgação voluntária do balanço social.
''Desde 92, algumas empresas passaram a ajudar pontualmente a campanha e percebemos o grande poder econômico e político delas. A partir disso, pensamos em uma forma de envolver essas empresas em questões sociais'', comenta a pesquisadora Cláudia Mansur, do Ibase. O selo social foi criado em 98, um ano depois da sugestão do balanço social. Com o selo, as empresas podem mostrar - em seus anúncios, embalagens, balanço social, sites e campanhas publicitárias - que investem em educação, saúde, cultura, esportes e meio ambiente. (F.M.)

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