Vânia Casado
De Curitiba
A Conab poderá autorizar, nos próximos dias, a remoção de 100 mil toneladas de milho dos estados do Centro-Oeste para o Paraná. A afirmação é do secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ibrahim Fayad, quando esteve na Feira do Paraná, em Curitiba, acompanhando o ministro da Agricultura Marcus Vinicius Pratini de Moraes. O objetivo da remoção é evitar a falta de milho para os pequenos criadores que compram o grão através das vendas de balcão, da Conab.
Outra medida que o ministério da Agricultura poderá adotar para evitar a escassez do milho no mercado é incentivar as importações do grão, pela iniciativa privada. Segundo Fayad, o governo está avaliando a redução ou eliminação da alíquota de importação do milho dos Estados Unidos, fixada em 11%. Mas ele admite que as importações não estão aceleradas em função da desvalorização cambial que torna o produto mais caro. No Paraná, o milho está sendo comercializado por R$ 10,80 a saca, em média, no atacado, enquanto o produto importado chega no porto de Paranaguá por R$ 14,00 a saca.
A reinvindicação para a transferência do milho já foi feita há mais de um mês pelo secretário da Agricutura, Antonio Poloni, e pelas lideranças de pequenos criadores. Segundo Fayad o governo federal está atento ao problema da escassez do milho para os pequenos criadores e garantiu que não vai deixar faltar o produto para esses consumidores, que dependem do produto, para suas pequenas criações de carne e leite.
Atualmente a venda de milho no balcão da Conab está limitada em 15 toneladas, por mês, metade do que vigorava em anos anteriores, quando o limite era de 30 toneladas por mês. O temor maior dos criadores, é que o produto está subindo muito no mercado e os estoques do governo no Paraná, em torno de 50 mil a 60 mil toneladas, possam se esgotar em pouco tempo.
Fayad não estabeleceu o prazo para remoção dos estoques, argumentando que é bom que os preços do milho subam no mercado porque assim estimula o plantio da safra de verão.

mockup