ArquivoSem pressaProdutor que tiver calma na hora de vender, alcança preços melhores, diz Conab A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai garantir a oferta de milho para pequenos e médios avicultores e suinocultores, ‘‘ao preço de mercado’’, a partir do segundo semestre. A forma de liberar o produto dos estoques do governo será através das ‘‘vendas de balcão’’, informou ontem o superintendente do órgão no Paraná, Eugênio Stefanelo.
O superintedente da Conab deu a informação para tranquilizar os granjeiros diante da tendência de alta do preço do milho, principalmente a partir de julho. Ele confirma prognóstico do órgão oficial de que o preço do produto sobe ao final da comercialização, mas não haverá crise no abastecimento e os preços não devem inflacionar os custos da carne de frango ou suínos. A classificação de pequeno e médio granjeiro seguirá os mesmos critérios do sindicato dos produtores ou da Emater.
Preço sobe Sobre o mercado do milho, Stefanelo previu alta de preços tão logo o volume de oferta diminua. Ele voltou a sugerir aos agricultores que tenham cautela e vendam apenas o necessário, para saldar eventuais compromissos. Analistas de mercado concordam com a idéia e sugerem: quem não tem dívida vencendo neste momento deve segurar a produção, para que a pressão da oferta não impeça alta dos preços.
Pelos dados da Conab, 50% da produção de milho do Paraná este ano (6,6 milhões de toneladas) já foi vendida. Restaria colher a safrinha, que seria de 1,7 milhão não fosse a frustração quase total. A quebra da safrinha, segundo operadores de mercado, será forte fator de alta nas próximas semanas, pela sua função psicológica sobre o mercado.
Opções de compra O superintendente da Conab disse ontem que o preço praticado no mercado já atingiu o mínimo do governo. Ele creditou isto às ações do governo para garantir o preço mínimo. Foram várias essas ações: 1) em abril o governo entrou no mercado fazendo operações de AGF, adquirindo mais de 350 mil toneladas; 2) entre abril e maio adquiriu 15 mil toneladas através de leilão dos contratos de opção; 3) o milho também foi usado para abater 50% da primeira parcela da dívida securitizada. Não fosse essa intervenção do governo, o mercado hoje não estaria pagando mais do que R$ 6,00/saca, segundo Stefanelo. Ele mostrou que os preços estão em ascensão. Afinal, apesar da forte pressão da oferta, comum nesta época, o preços de mercado já encostam no preço mínimo oficial. E o produtor deve rejeitar ofertas abaixo do preço mínimo. Stenelo também admite que a quebra da safrinha - que deve ser bem maior do que os diagnósticos têm mostrado - também concorre para elevar os preços.

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