ArquivoSuporteStefanello: produtor deve ter calma e aguardar Contrato de Opção que vai garantir preços

O produtor de milho não pode se afobar e vender a mercadoria a preços inferiores ao mínimo (R$ 7,60,00). Se o produtor se precipitar o preço vai cair ainda mais, pressionado pela oferta. É preciso ter cautela que o governo vai garantir o preço mínimo, através do Contrato de Opção.
O alerta é do superintendente regional da Conab, Eugênio Stefanello. Ele participou esta semana, em Brasília, de reunião com o ministro Arlindo Porto e assessores técnicos sobre a aplicação do Contrato de Opção que será lançado em fevereiro. Através desse instrumento o produtor fará o que se pode chamar de seguro de preços e negociar o milho em bolsa, com toda garantia.
O governo decidiu também aceitar o milho como pagamento da primeira parcela da securitização da dívida. E não está afastada a possibilidade de se criar incentivos à exportação de milho, segundo Stefanello, embora o assunto ainda esteja em discussão e não há nada em definitivo.
Outra medida do governo - já em vigor - para sustentar o preço, é o EGF, sem opção de vendas, para a indústria. Mas a grande força ao produtor será o Contrato de Opção.

Conab quer
evitar erros
cometidos na
safra 94/95


Stefanello lembrou que, apesar da redução de área, o Paraná deve colher a mesma quantidade do ano passado, 6,5 milhões de toneladas. O governo não tem clareza da gravidade do mercado. Basta observar que em plena entressafra, o preço já caiu muito variando entre R$ 6,00 e R$ 6,50 no mercado de lotes (atacado) e entre R$ 5,50 a R$ 6,00 para o produtor. ‘‘Isto não existiu nos últimos anos’’, segundo Stefanello. Não esta época, pelo menos. Esta situação prenuncia preços ainda mais baixos no momento da colheita, observou, lembrando ainda a concorrência do milho do Paraguai.
O superintendente da Conab comentou que o governo está fazendo tudo para evitar o erro cometido na safra 94/95, quando acabou permitindo que o preço desabasse a níveis inferiores ao mínimo da época. A estratégia é pôr em prática a alternativa do Contrato de Opção, além do AGF, anunciado ontem pelo ministro Porto para os pequenos produtores. O ministro prometeu várias medidas (‘‘pacote de comercialização’’) após o carnaval.
Ponta de estoque O principal assunto da reunião foi a montagem de uma estratégia para liquidar pontas de estoque e produtos de baixo padrão que ainda possam existir nos estoques do governo em várias regiões. No caso do Paraná não há produtos de baixo padrão mas há pontas de estoques - produtos de boa qualidade, porém em quantidades pequendas -, segundo Stefanello, que estima em duas toneladas os estoques do Paraná.

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