ArquivoSafra menorDiante da redução da safra, Conab tenta evitar alta exagerada dos preçosO presidente da Companhia Nacional de Abastecimentos (Conab), Francisco Turra, garantiu não ter ‘‘nenhum fundamento real’’ a tentativa de especulação com os preços do milho. Alguns setores do mercado trabalham com expectativa de preços altos diante da perspectiva de queda na produção nacional, que deve cair de 37 milhões de toneladas para menos de 32 milhões na próxima safra. O consumo previsto para o ano de 1998 é de 35,9 milhões de toneladas.
‘‘O Brasil tem estoques de 6,3 milhões de toneladas, dos quais, 5,8 milhões em poder da Conab’’, afirma Turra. Segundo o presidente da Conab, se houver necessidade de importação do cereal, será em pequena quantidade. ‘‘Apenas para atender a situações localizadas’’.
Turra observa que, pelos resultados dos últimos leilões efetuados pela Conab através do sistema nacional de bolsas, mercado está abastecido. No Mato Grosso, onde o produto é oferecido com subsídio que varia de R$ 1,15/saca a R$ 2,63/saca, das 200,2 mil toneladas ofertadas no último pregão, apenas 29,9 mil toneladas (14,94%) tiveram compradores. A maior procura ficou no Paraná, onde foram vendidas 34,1 mil toneladas, ou 83,39% das 41 mil toneladas ofertadas.
No próximo leilão, previsto para o dia 8 de janeiro, serão ofertadas 328,9 mil toneladas em Goiás; 124,4 mil t no Mato Grosso; 60,2 mil t em Minas Gerais; 36 mil t no Paraná; 11,8 mil t em São Paulo; 7,8 mil na Bahia; 2,5 mil no Mato Grosso do Sul; 777 toneladas em Rondônia; 366 t no Rio Grande do Sul; 770 t em Tocantins e 141,6 t em Santa Catarina.

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