O ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Paraná e técnico do órgão Eugenio Stefanelo afirma que os alimentos já entraram em tendência de queda de preços e que devem ficar mais baratos nos próximos meses. Ele cita o exemplo do tomate, que já chegou a ser vendido pelos produtores neste ano por mais de R$ 100 por caixa de 23 kg, mas recuou para R$ 60.
Stefanelo acredita que o preço do produto, que aumentou 122% em 12 meses segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), volte a patamar mais comum, de R$ 35 a R$ 40 por caixa, em maio. Além de questões climáticas, ele conta que a safra diminuiu porque houve redução de área plantada devido aos baixos preços pagos pelo tomate no início de 2012. "Os produtores chegaram a vender a caixa por R$ 12, o que não dava para pagar os custos. Por isso, muitos mudaram de cultura e pagamos o preço por aquela economia."
Sobre outros itens, ele afirma que a soja e o milho já estão em processos de queda nos preços com a safra, prevista para ser muito maior do que a anterior. "O arroz está ajustado, o trigo está caindo e no meio do ano vai melhorar", diz. O feijão é o único que deve continuar em alta até o fim do ano, quando começa a próxima safra. "A tendência nos produtos agropecuários é melhorar em termos de inflação, apesar de o preço ficar mais baixo para produtores." (F.G.)

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