Brasília – A produção agrícola na safra 2002/03 deve alcançar 122,38 milhões de toneladas, um novo recorde para o País e um resultado 26,5% superior à safra anterior, quando foram colhidos 96,76 milhões de toneladas. Os números, anunciados ontem pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Luís Carlos Guedes Pinto, referem-se ao sexto levantamento do governo para a safra 2002/03. Em junho, quando a última estimativa foi divulgada, a Conab previu produção de 120,160 milhões de toneladas.
  Milho e trigo foram os responsáveis pelo incremento na safra de grãos. De acordo com a Conab, a colheita recorde é resultado da conjunção de três fatores: profissionalização no campo, condições climáticas ideais e câmbio favorável. ‘‘As condições climáticas foram favoráveis em todo o País, principalmente no Centro-Sul, e a taxa de câmbio favoreceu a agricultura nos últimos anos’’, disse Guedes Pinto. ‘‘A colheita do ano passado contribuiu para a melhor capitalização dos produtores, que puderam investir nas lavouras.’’
  O aumento da produção nos últimos anos é muito superior ao crescimento da área plantada. ‘‘Da safra 90/91 até o atual ano-agrícola, a área plantada cresceu 15,9% e a produção física aumentou 111,4%. Houve um extraordinário aumento da produtividade’’, comemorou o presidente da Conab. Entre a safra 90/91 e 2002/03, a área plantada cresceu 1,2% ao ano, enquanto a produção anual cresceu 6,4% ao ano.
  Para elaborar a estimativa atual, 31 técnicos da Conab visitaram 284 municípios, conversaram com 850 pessoas e distribuíram 933 questionários. A safra de verão, de maior volume, está colhida e os produtores trabalham na colheita da segunda safra (ou safra de inverno).
  A colheita de algodão na safra 2002/03 somou 1,364 milhão de toneladas, 9,6% acima do 1,244 milhão do ano-agrícola anterior. Na soma das duas safras de milho, a produção será de 47,384 milhões de toneladas, crescimento de 34,3% em relação ao período anterior. A colheita de 5,127 milhões de toneladas de trigo representou um incremento de 76%, devido a políticas de apoio do governo e ao clima favorável. O consumo nacional está estimado em 10,3 milhões de toneladas.

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