Conab muda regras para vender armazéns
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba - O Conselho de Direção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai se reunir na próxima semana em Brasília para definir mudanças na forma de pagamento de armazéns colocados à venda pelo órgão. Dos cinco armazéns licitados no Paraná, quatro não tiveram interessados. O único que será vendido é o de Francisco Beltrão, mas ele será comprado pela prefeitura do município, e por isso o processo de licitação dessa unidade será suspenso. O prazo para entrega de propostas venceria no próximo dia 18.
Ontem expirou o prazo para entrega de propostas do armazém de Arapongas, que foi colocado à venda por R$ 859 mil. Em 22 de março, venceu o prazo para compra do armazém frigorífico da Cidade Industrial de Curitiba, oferecido por R$ 6 milhões; em 27 de março, o do armazém de Goioerê (R$ 485 mil); em 1º de abril, a unidade de Cara Cara, em Ponta Grossa, oferecido por R$ 3,5 milhões. Nenhum desses armazéns recebeu proposta de compra.
De acordo com o superintendente da Conab no Paraná, Jorge Argemiro Dias, a direção nacional do órgão ainda não definiu se haverá alteração no preço dos armazéns ou outra mudança na concorrência pública. Todos os armazéns foram oferecidos às prefeituras, mas a única que se manifestou foi a de Francisco Beltrão, relatou. Segundo ele, o preço de venda será o mesmo que consta no edital de licitação, R$ 957 mil. Outra prefeitura que adquiriu um armazém foi a de Capanema, por R$ 190 mil, antes da Conab abrir concorrência pública.
A privatização dos armazéns faz parte de uma estratégia da Conab para reduzir gastos. Em todo o Brasil, 108 armazéns foram desativados, mas uma pequena parcela já foi colocada à venda, informou a superintendente de armazenagem da Conab, Denise Deckers. Muitos deles ainda estão com produtos estocados. O Paraná é que estava em um processo de encerramento de atividades adiantado, afirmou.
Segundo Denise, o Paraná é o Estado com maior dificuldade para vender as unidades. Em Goiás, foram colocados dois à venda e os dois foram vendidos, e no Ceará, de 13 armazéns oferecidos, sete estão em negociação com o poder municipal, relatou. A única particularidade era que o Paraná possuía o único armazém frigorífico, mas não haveria razão para que os outros armazéns não atraíssem interessados. Existe demanda de armazenagem no Paraná, afirmou. Para ela, o preço de cada unidade está de acordo com o mercado. Eles foram avaliados pela Caixa Econômica Federal, e os parâmetros usados pelo banco são condizentes com o mercado, observou.


