O governo federal está lançando o contrato de opção para o algodão, em substituição ao EGF/COV (Empréstimo do Governo Federal com Opção de Venda). O instrumento está sendo acionado pela primeira vez para o algodão e visa garantir o pagamento do preço mínimo para produtores e cooperativas que beneficiam o produto. O contrato será firmado através de leilões eletrônicos, sendo que o primeiro de uma série será realizado nesta quinta-feira, dia 6, informou o superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab-PR), Lafaiete Jacomel.
Conforme edital distribuido às cooperativas, a Conab vai leiloar o prêmio que tem o preço mínimo estipulado em R$ 131,75 por contrato, que representa um volume de 12.750 quilos de pluma. No leilão esse valor poderá ser alterado conforme a disputa entre produtores e cooperativas. Com esse prêmio, produtores e cooperativas poderão exercer o direito de vender a produção para o governo ou não, que fixou o valor da pluma em R$ 31/arroba. O exercício de opção deverá ser confirmado entre 9 a 13 de agosto, período de entressafra. ‘‘Se o mercado estiver remunerando melhor que esse valor o produtor fica liberado para vender a produção pelo preço maior’’, explicou Jacomel.
O valor da pluma embute o pagamento do preço mínimo atual, de R$ 24,50/arroba mais os custos de armazenagem e os encargos financeiros até o dia do exercício de compra, informou. Segundo ele, o govenro já adotou esse instrumento na comercialização de milho na safra 96/97 e conseguiu um bom resultado, acrescentou.
Para o algodão as regras são válidas somente para o tipo 6 para melhor, o que restringe um pouco a disputa avaliou o Luiz Yamashita, gerente de comercialização da Cooperativa Agropecuária Integrada do Paraná, de Londrina. A expectativa com os leilões é evitar a queda de preço da pluma, nesse período de colheita, porque o governo quer incentivar a cultura no país e não provocar o desestímulo, justificou. ‘‘Ocorre que em período de safra o preço do produto cai em função da oferta abundante, mas o país continua dependendo de importações’’, ressalvou.
Segundo Yamashita o consumo nacional está avaliado entre 700 mil e 750 mil/t/ano, enquanto a produção é de 350 mil t. No Paraná, estão sendo colhidos esse ano cerca de 94,5 mil t de algodão, volume minimo para um Estado que já foi primeiro produtor. Na opinião de Yamashita o lançamento do contrato de opção sinaliza que que o governo está interessado que os preços melhorem para o produtor. A é vendida R$ 28,50/arroba e o algodão em caroço entre R$ 8,00 e R$ 8,20/arroba, acima do mínimo (R$ 7,00).

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