A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deverá introduzir algumas alterações nas regras do leilão do PEP (Prêmio de Escoamento do Produto), para absorver o elevado volume de trigo comum e intermediário que está entrando no mercado. Além disso, vai aumentar gradativamente o volume ofertado para acelerar a comercialização. No leilão de amanhã, poderão ser ofertados 120 mil toneladas do produto, contra 100 mil toneladas ofertadas em cada um dos três primeiros leilões já realizados.
O objetivo é aumentar gradativamente o volume ofertado até atingir 150.000 toneladas por leilão, afirmou o presidente da Conab Eugênio Stefanelo. Essas mudanças são decorrentes da frustração de safra ocorrida no Paraná e no Rio Grande do Sul, em função do excesso de chuvas. A expectativa da Conab era de uma produção de 1,75 milhão de toneladas de trigo no Paraná e 710 mil toneladas no Rio Grande do Sul, sendo que 80% da safra deveria resultar em grãos de classe superior e melhorador.
Com as chuvas que afetou a qualidade da produção, a Conab vai garantir o pagamento do preço mínimo também para o trigo comum e intermediário, que está fixado em R$ 110,00 a tonelada. Stefanelo aconselha os produtores a não venderem a produção abaixo do preço mínimo porque o governo tem R$ 60 milhões para a comercialização de aproximadamente 2 milhões de toneladas de trigo.
No Rio Grande do Sul, a produção de trigo também está sendo prejudicada pelo excesso de chuvas como está ocorrendo no Paraná. Segundo a Conab, a quebra da safra gaúcha está avaliada em 10% e está ocorrendo queda na qualidade da produção. A expectativa é que o produtor tenha o apoio da política de preços mínimos até o final da comercialização porque o volume de recursos destinado ao PEP não foi afetado pelo corte de gastos do governo federal, disse Stefanelo.

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