Conab garante compra de feijão paranaense em fevereiro
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2014
Reportagem Local 
O produtor de feijão paranaense pode respirar um pouco mais aliviado neste mês de fevereiro. O governo federal divulgou ontem que irá adquirir o produto da agricultura empresarial e de produtores familiares ao longo desse mês e dos subsequentes, de forma a garantir o preço mínimo de R$ 95 a saca de 60 quilos (kg). A ação foi autorizada pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos (Ciep) enquanto o valor de mercado estiver abaixo do mínimo. Em algumas regiões, a saca chega a ser comercializada a R$ 60.
Nesta semana, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, já havia conversado com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a compra de feijão em socorro aos produtores paranaenses, que amargam, desde dezembro do ano passado, perdas de quase 20% nos valores em relação ao preço mínimo para o produto.
O Estado é o principal produtor de feijão do País, com uma colheita estimada em 953,8 mil toneladas do produto entre a primeira e segunda safras. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), o aumento expressivo da oferta está se refletindo nos preços do grão para o feijão de cor ou carioca.
Desde dezembro, os valores da commodity despencam. O preço médio do mês de janeiro para o feijão de cor foi de R$ 76,18 a saca com 60 kg - o que correspondeu a uma queda de 19,8% em relação ao preço mínimo de garantia estabelecido pelo governo federal, que é de R$ 95 a saca. Os produtores estão enfrentando dificuldades para vender a primeira safra. Apenas 39% da safra prevista em 434,1 mil toneladas para esse período foi vendida, considerando a pressão de oferta e os preços em queda.
De acordo com a programação financeira da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), serão aplicados R$ 101 milhões na aquisição de 64 mil toneladas de feijão da agricultura empresarial. A previsão é de compra de 20,5 mil toneladas do estado de Goiás, 600 toneladas de Minas Gerais, 16 mil toneladas do Paraná, 13,7 mil toneladas de Santa Catarina e 13,6 mil toneladas de São Paulo. "As regiões e quantidades foram definidas para fins de programação financeira mas, dependendo da necessidade, pode haver remanejamento", destaca o superintendente de Gestão da Oferta da Conab, Paulo Morceli.
O Ciep também alterou a quantidade de feijão que pode ser vendida por cada produtor. O limite, que antes era de 500 sacas para qualquer região do País, passa a ser de 750 sacas para as regiões Norte, Sudeste e Sul. Para produtores do Centro-Oeste, o limite é de 1 mil sacas e para o Nordeste, de 100 sacas. "Ajustamos à realidade da produção de cada região brasileira", explica Morceli.
Pequenos produtores
Pela primeira vez, a Conab atuará no mercado de forma a assegurar o preço mínimo do feijão para a agricultura familiar. Estão previstos R$ 57 milhões para a compra de 31,6 mil toneladas do produto em fevereiro. Os estados programados são Goiás (650 toneladas), Minas Gerais (650 t), Paraná (19 mil t), Santa Catarina (6,4 mil t) e São Paulo (5 mil t). O limite por produtor é de 100 sacas, para qualquer região.
Para vender feijão para o governo federal, o produtor deve procurar a Regional de Conab mais próxima, onde receberá indicação de um armazém credenciado para depósito do produto limpo, seco, e nos padrões previstos no Manual de Operações da Companhia. Após depositado o produto, o agricultor deve informar a Companhia para que o feijão seja classificado. Se estiver dentro dos padrões, é emitida nota fiscal e autorizado o pagamento de R$ 95 por saco de 60 kg.
A Conab esclarece, ainda, que até o dia 20 de fevereiro estará recebendo propostas para venda de feijão em março, por isso haverá compras enquanto os valores de mercado estiverem abaixo dos preços mínimos.



