A safra de grãos em 2000/2001 atingiu 97,402 milhões de toneladas, de acordo com o quinto e último levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume colhido neste ano-safra é 17,3% superior ao registrado em 1999/2000, quando o País colheu 83,030 milhões de t. A área plantada este ano foi de 37,297 milhões de hectares, o que representou uma diminuição de 1,4% em relação aos 37,824 milhões de ha cultivados em 1999/2000.
De acordo com o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, a seca nas regiões Norte e Nordeste provocou uma queda de 2,123 milhões de t na produções das Estados destas regiões. Se não tivéssemos registrado este problema, teríamos alcançado, já este ano, os 100 milhões de toneladas de produção, disse Pratini.
O quinto levantamento de safra foi feito pelos técnicos da Conab entre os dias 17 e 23 de junho, em 526 municípios das Regiões Centro-Sul, Norte e Nordeste do País. A Conab realizará ainda em outubro um levantamento que funcionará, segundo Pratini, apenas como uma revisão dos números divulgados ontem.
O Estado do Paraná manteve-se como o maior produtor de grãos do País, respondendo por 23,4% do total colhido na safra 2000/2001. Na safra anterior, o Estado respondia por 18,9% da produção total. O segundo colocado foi o Rio Grande do Sul, que respondeu por 20,2% da produção, seguido pelos Estados do Mato Grosso (13,9%), Goiás (9,3%), Minas Gerais (6,5%) e São Paulo (6,1%).
Subsídios Apesar do crescimento de 17,3% na safra de grãos brasileira em 2000/2001, o ministro da Agricultura insistiu que os produtores ainda continuarão tendo de enfrentar os pesados subsídios dos países desenvolvidos. Produzir 100 milhões de t a agricultura brasileira faz com os pés nas costas, disse Pratini. O problema é para quem vender e por quanto vender.
Para o próximo ano-safra, a estimativa do governo é de alcançar os 100 milhões de t. Pratini voltou a afirmar que continuará defendendo nas discussões com o Mercosul, com a União Européia e na Organização Mundial do Comércio (OMC) a necessidade de uma ampla revisão das políticas de subsídios aos produtores agrícolas concedidos pelos países desenvolvidos.

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