Conab aposta no novo sistema
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 1997
Da Redação 
A Conab promove amanhã, às 9 horas, no Parque Ney Braga (Auditório Milton Alcover), o terceiro leilão dos Contratos de Opção de Venda de Milho (1º no Paraná). Serão ofertados 7.408 contratos de 27 t cada, totalizando 200 mil t. O pregão é centralizado na Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML), através do sistema interligado com as demais bolsas.
O Contrato é um novo instrumento da comercialização pelo qual o produtor compra o direito de vender o seu produto ao governo por um determinado preço e em uma determinada época. No primeiro leilão, em Goiânia, a Conab ofereceu 3.704 contratos, tendo negociado 2.507 (67,7% da oferta). Já o segundo leilão, em Uberlândia (MG), foram ofertados 5.556 contratos e vendidos 5.070 (91,25% da oferta).
Interesse O que os técnicos da Conab vêm observando é o crescente interesse dos produtores por essa modalidade de comercialização. No segundo leilão, por exemplo, 3.333 contratos foram ofertados para o produto de Goiás. Resultado: todos os contratos foram negociados. O surpreendente é que o prêmio de abertura fixado em R$ 10,00 por contrato fechou a R$ 50,10 com uma diferença de 401%. Para Mato Grosso os 834 contratos foram todos vendidos também, tendo o prêmio sido fechado em R$ 73,09, o que representa uma diferença de 712, 11% em relação ao valor de abertura, de R$ 9,00 por contrato.
R$ 10,50 Para o produto a ser entregue em outubro no Paraná, a Conab fixou o preço mínimo de aceitação prêmio em R$ 10,50 por contrato, enquanto nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, o valor do prêmio foi fixado em R$ 10,00 e em Mato Grosso o prêmio é de R$ 9,00 por contrato.
No Paraná, serão ofertadas 3.704 contratos de 27 t, totalizando 100 mil toneladas de milho de safra 96/97, com o preço de exercício de R$ 3.285,00 por contrato equivalente a R$ 7,30/saca de 60 kg. Nas praças de Goiás e Mato Grosso do Sul, o preço de exercício é de R$ 7,15 e Mato Grosso R$ 6,55.
O presidente da Conab, Francisco Turra, confirmou que em breve os Contratos de Operação vão comtemplar também produtos como o arroz, algodão e trigo. Segundo ele, uma das vantagens desse novo instrumento é que além de constituir um verdadeiro seguro de peço também pode ser negociado durante o prazo de vigência, permitindo, assim, ao produtor alavancar recursos em outras áreas para o custeio de sua atividade.


