Os produtores de milho poderão vender até o limite de 5 mil sacas, que correspondem a 300 toneladas cada um para o governo. O limite foi autorizado pelo Ministério da Agricultura, ampliando a cota anterior que previa a aquisição em AGF somente até 2 mil sacas de milho cada um. Essa determinação vai aliviar a oferta de produto e certamente vai ajustar o mercado, contribuindo para elevar o preço do milho ao nível do preço mínimo, aposta Jorge Proença, do departamento econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
Com a medida o governo atende à reivindicação feita pela Faep, que considerava o limite anterior muito baixo e não contribuía com as necessidades dos produtores em desovar pelo menos parte do estoque. O Paraná está sendo contemplado com mais de R$ 20 milhões, do total de R$ 50 milhões liberados que vão permitir a compra de 180 mil toneladas de milho no Estado. Essa quantidade do produto vai integrar os estoques reguladores do governo federal. O superintendente-adjunto da Conab no Paraná, Edmundo Knaut, garantiu que se houver necessidade de suplementação para sustentar o preço do milho no mercado, haverá mais liberação de recursos.
Para Proença, além de enxugar o mercado, a liberação de recursos via AGF vai aliviar gastos que o produtor está tendo para manutenção desse estoque, em torno de 10% a 15% com custos de secagem, limpeza e armazenagem, sobre o valor do produto no mercado, atualmente em torno de R$ 6,00 a saca. Com a elevação no preço, o produtor passará a ter uma margem de lucro que poderá ser reaplicado no plantio da safra de verão, salienta Proença.
Pré-custeio A Superintendência do BB informou que até agora recebeu somente R$ 4 milhões para serem aplicados no pré-custeio da safra de verão via Pronaf e Proger, com juros de 6,5% ao ano. A expectativa é que a partir da segunda quinzena de julho, os recursos estarão disponíveis para serem aplicados no custeio.

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