Comunidade internacional soube do treinamento
A realização do exercício simulado contra gripe aviária no Paraná foi avisado com antecedência à comunidade internacional no site da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) www.oie.int para que não ocorra interpretações errôneas por parte da comunidade internacional. É uma questão de transparência para proteger o patrimônio nacional. Vários países realizam esse tipo de teste, afirma Júlio Cesar Augusto Pompei, médico-veterinário do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa da Organização Pan-Americana de Saúde Animal.
Ele acrescenta que o Brasil tem que estar preparado para a ameaça do vírus, que é palpável, uma vez que há circulação confirmada na Ásia, Europa e África. Nas Américas não foi registrada incidência da doença. A difusão do vírus é rápida, em 90 dias atingiu 160 países, diz. O vírus, denominado H5N1, apresenta índice de mortalidade superior a 90% em aves. Por enquanto, a transmissão ocorreu de aves para aves, aves para humanos, não sendo registrada de humanos para humanos. Se for registrado algum foco haverá uma quebradeira econômica e social e, por isso, o pessoal tem que estar bem treinado, salienta.
O convênio firmado entre o Ministério da Agricultura e a Organização Panamericana de Saúde prevê a realização de três treinamentos: contra a peste suína clássica, já realizado no início deste mês no Rio Grande do Sul; contra a influeza aviária, no Paraná; e contra a febre aftosa, que ocorrerá no próximo mês no Mato Grosso. Para a realização desses trabalhos o orçamento é dividido entre governos federal e estadual e Organização Pan-Americana de Saúde Animal/Centro Pan-Americano de Febre Aftosa.
Segundo Marco Antônio Teixeira Pinto, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal (Defis) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o Paraná já conta com o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária, criado para indenizar criadores e indústrias no caso da incidência da enfermidade. O sindicato das indústrias (Sindiavipar) também criou um fundo para indenização. O Paraná está preparado, temos que estar, reforma o chefe do Defis. A avicultura emprega entre 500 mil e 600 mil pessoas no Estado. (F.M.)





