O 1º Encontro Nacional de Comissões Internas de Biossegurança, iniciado ontem em Londrina, reúne especialistas e estudiosos da biotecnologia de instituições de pesquisas e universidades brasileiras visando a implantação de uma Política Nacional de Biossegurança. O objetivo é ter o controle desejado dos organismos geneticamente modificados (OGMs).
''A biotecnologia tem que estar a serviço da sociedade'', resume o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia (CTNBio) e também presidente do CNPq, o médico e pesquisador Esper Abrão Cavalheiro, que participou do evento.
Segundo ele, a política de biossegurança deve ser uma proposta da CNTBio para o novo governo. Cientistas e juristas, representantes da sociedade, buscam uma posição bem fundamentada sobre o uso dos transgênicos (OGMs), para que sua aplicação atenda exlusivamente os interesses da ciência em benefício da humanidade.
O presidente da CNTBio relacionou alguns benefícios origundos da biotecnologia. Na área agrícola, estudos em andamento no eucalípto vão melhorar a qualidade do papel. Na cana-de-açúcar busca-se identificar a parte genética responsável pelo teor de açúcar, aumentando a produtividade. E no mamão papaya é possível eliminar as manchas que dificultam a sua aceitação nos mercados mais exigentes.
O evento prossegue hoje com mesa-redonda sobre a legislação de biossegurança;
Painel sobre impacos de OGMs no agr e ecossistema e palestras sobre temas específicos impacto no meio ambiente de organismos geneticamente modificados resistentes a insetos.

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