Computador magro gasta menos energia
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Eli Araujo<br>Reportagem local 
É possível imaginar um sistema de computação que economiza entre 90% e 96% de energia elétrica; que reduz em mais de 90% os custos de manutenção, que seja mais ágil e ainda impeça o uso do equipamento para fins particulares? Pois é, este sistema existe, tem o nome de thin client, que quer dizer computador magro, e está sendo implantado por algumas empresas do Paraná. Uma das pioneiras na adoção desta tecnologia é o Hospital Evangélico de Londrina.
O thin client é um acessório que pode ser acoplado ao monitor ou já vir instalado no próprio computador. Com ele, as operações da empresa ficam centralizadas em um servidor e o funcionário que acessa as informações trabalha apenas com o monitor, o teclado e o mouse. Não existe CPU. A pessoa que usa o computador não percebe nenhuma diferença porque tudo que ela faz está sendo processado diretamente no servidor, afirma o gerente de informática do hospital, César Martinelli.
Além da redução de custos e da evolução tecnológica, o Hospital Evangélico dicidiu implantar o novo sistema porque a rede anterior não suportava mais o tráfego. A situação era caótica, o sistema era lento e estava tudo muito lento, afirma Martinelli. Mesmo assim, a decisão não foi tomada de uma hora para outra. Antes foram analisadas todas as implicações técnicas e operacionais do novo sistema. E a mudança acontece de forma gradual. A implantação foi iniciada há cerca de quatro meses e deve estar concluída em setembro deste ano. No total, serão 150 computadores funcionando com o thin client. Até o momento, já foram mudadas pouco mais de 50 unidades.
Martinelli explica que o sistema será implantado apenas nas áreas de recepção, internamento e pronto socorro. O sistema tem pouca memória e, por isso, o setor de marketing, por exemplo, continuará com um processamento local por trabalhar com imagens gráficas, diz. Ele compara o sistema atual com o anterior em termos de manutenção. Se tenho 50 computadores, tenho 50 pontos de falha, e cada um demora cerca de quatro horas para resolver um problema. Então, se você multiplica cada ponto de falha por quatro horas, eu tenho um tempo muito alto de manutenção, explica.
Em termos de custo, Martinelli diz que os gastos com manutenção de um computador comum é de R$ 50 por mês, enquanto com o thin client os custos variam entre R$ 3 a R$ 5 por mês. E caso a nova tecnologia apresente algum problema, a troca é feita de imediato com equipamento reserva e o fabricante faz a reposição do material.
Martinelli explica que o custo para implantação do sistema é cerca de 20% maior do que um computador comum. No entanto, o investimento é compensatório porque o prazo de garantia é estendido. A médio e longo prazo há o retorno porque não há manutenção. O thin client é feito para durar cinco anos, sem você mexer, tanto que tem três anos de garantia, enquanto com o outro equipamento você tem que substituir em dois anos e a garantia é de apenas seis meses, compara.
Além disso, no sistema anterior a equipe de informática precisava criar meios para evitar que os funcionários usassem os equipamentos para fins particulares, colocando CDs com músicas, disquetes ou pen-drive. Se temos um equipamento com 20 portas de entrada, temos que criar políticas para tratar essas 20 entradas, o que demorava muito tempo. Com o thin client, não. O funcionário nem pensa em acessar coisa alguma e isto dimuniu muito a manutenção e o nosso gerenciamento ficou muito mais simples, observa.


