Compulsório menor nos bancos injeta R$ 10 bi no mercado
Agência Estado
De São Paulo
O cenário atual é favorável ao aumento da oferta de crédito e à queda dos juros ao consumidor. Isso porque o governo reduziu o compulsório sobre depósito a prazo de 20% para 10%. Com isso, cerca de R$ 10 bilhões, que antes eram recolhidos ao Banco Central, poderão ficar disponíveis para o segmento de crédito.
Para o economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, baixar o compulsório foi uma atitude positiva do governo. Além disso, a inadimplência está caindo. Em agosto, foram incluídos no Serviço Central de Proteção ao Crédito 433.293 carnês em atraso. Diante do número de 508.347 de julho, a queda foi de 14,8%. Um novo sistema deverá diminuir os custos dos lojistas com a pesquisa e reduzir o risco de inadimplência.
A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo lançou o Sistema de Informações Integradas, que unificou os dados dos Serviços Centrais de Proteção ao Crédito do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, com a queda do compulsório, tecnicamente, os juros ao consumidor deveriam cair, mas, na prática, não é bem assim.
Ele lembra que em janeiro o compulsório foi reduzido de 25% para 20%, mas os juros não caíram. Segundo a Anefac, os juros médios mensais no crédito direto ao consumidor nas lojas estão em 8,38%; no empréstimo pessoal dos bancos, 6,03%, e das financeiras, 12,84%; no cheque especial, 11,73%; no cartão de crédito, 11,74%.





