Brasília - Bancos centrais do mundo inteiro estão interessados em entender como funciona uma invenção brasileira: os imensos depósitos que os bancos privados são obrigados a fazer no Banco Central (BC), os chamados depósitos compulsórios. A área técnica do BC tem respondido de cinco a seis questionários sobre o assunto por semana, desde que os comandantes do sistema financeiro mundial, reunidos no chamado comitê de Basileia, elaboraram uma proposta de normas adicionais de segurança para o sistema financeiro, batizada de Basileia 3. Discute-se um mecanismo semelhante ao compulsório adotado no Brasil.
  Diferentemente de seus concorrentes internacionais, os bancos brasileiros não podem emprestar todo o dinheiro que recebem de seus clientes na forma de depósitos em conta ou aplicações. Boa parte fica compulsoriamente guardada no Banco Central. Atualmente, a reserva corresponde a 43% dos depósitos à vista (conta corrente), 15% dos depósitos a prazo (aplicações) e 20% da poupança. Esse grau de exigência é objeto de crítica no País.

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