Brasília A elevação da alíquota do compulsório sobre depósitos à vista, anunciada ontem pelo Banco Central (BC), deve retirar cerca de R$ 9 bilhões da economia em circulação.
O Copom decidiu aumentar de 45% para 60% a alíquota do compulsório à vista, que deverá ter o efeito de enxugar a liquidez do mercado, tornando o dinheiro ainda mais caro para o consumidor.
Na opinião do economista-chefe do Unibanco Assets Management (UAM), Alexandre Mathias, o movimento de alta do compulsório foi importante. Segundo ele, o nível de juros reais atual do País é tão elevado que é preciso pensar bastante antes de aumentar os juros.
Por isso, ''o compulsório é um instrumento importante, às vezes mais eficiente que o aumento de juros''.
O compulsório é um percentual a que os bancos estão obrigados a recolher junto ao BC. Ele é um instrumento de política monetária que serve para ajustar o nível de liquidez do mercado.
Sempre que o compulsório é elevado, há uma redução de recursos disponíveis no mercado, o que acaba por elevar a taxa cobrada pelos bancos.
Para Mathias, a decisão de aumento do compulsório com a alta da taxa de juros Selic de 25,5% ao ano para 26,5% ao ano ''mostra o compromisso do BC com a meta ajustada'' de inflação de 8,5%.
Na avaliação do economista, é um movimento que dá credibilidade ao BC, além de ser um passo importante para o controle da inflação e a possibilidade de redução de juros mais adiante.
Mathias acredita que a taxa de juros poderá retomar a trajetória de queda a partir de maio ou junho.
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''É um bom script que leva ao cumprimento da meta (de inflação) e à possibilidade de queda dos juros entre maio e junho'', disse.

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