Compromissos terão de ser provisionados na véspera
Segundo analistas de mercado, os bancos e as corretoras de valores sofrerão grande impacto com a implantação do Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB), bem maior que o dos empresários, que terão meios de negociar com os bancos e a longo prazo poderão até ter redução de custos.
De acordo com o analista de investimentos Marcelo Martenetz, o correntista comum não sentirá muita diferença em relação às operações feitas atualmente. Se tiver dinheiro na conta realiza a movimentação, se não tiver usa o limite, diz.
De acordo com o superintendente da corretora Omar Camargo, Omar Carmago Filho, haverá diversos horários para liquidar os diferentes ativos do mercado financeiro. Cada câmara de compensação (clearing) terá uma janela para atuar. Isso vai exigir uma pilotagem muito mais sofisticada. Não vai mais ser possível aplicar em um fundo com um lote de ações. Querem justamente evitar que haja furos no sistema, afirma.
Com as janelas, o BC vai fazer com que cada transação seja paga com dinheiro vivo. Se você vai ter um compromisso amanhã, terá que organizá-lo hoje, completa. Mas para ele, as pessoas físicas que utilizam valores acima de R$ 5 mil também vão ter que atuar com esse pensamento.
Poder Público
Os governos municipais, estaduais e federal deverão, assim como todos os clientes bancários, promover algumas mudanças para se enquadrar nas novas regras do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Segundo o gerente técnico da Secretaria de Relações Institucionais do Banco Central no Paraná, Nelson Kohiyoma, não há diferença entre clientes privados e públicos.
O governo estadual requisitou aos bancos onde é cliente, Itaú e Banco do Brasil, informações sobre o SPB - segundo a Secretaria de Estado da Fazenda. As orientações ao governo devem ser entregues até quarta-feira.





