O varejo on-line está completando dez anos no Brasil e comemora o crescimento de 45% ao ano, com previsão de manter esse mesmo patamar de evolução nos próximos cinco anos. No primeiro semestre de 2008, o comércio eletrônico no país movimentou R$ 3,8 bilhões (não incluindo turismo, passagens aéreas e automóveis) e atingiu a marca de 11,5 milhões de e-consumidores que já fizeram pelo menos uma compra pela internet.
Os dados são da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), segundo a qual o ranking dos produtos mais vendidos pela Web é liderado pela categoria dos livros, revistas e jornais seguida pelos eletrônicos, equipamentos de informática, saúde e beleza e telefonia celular.
O diretor executivo da camara-e.net, Gerson Rolim, informa que a participação do público feminino está mudando os rumos do comércio eletrônico. ''Os produtos de saúde e beleza são mais importantes hoje por causa das mulheres'', afirma. Ele informa ainda que o Brasil é responsável por 50% do faturamento do setor na América Latina. No país, segundo Rolim, 17 grandes redes varejistas respondem por 85% do volume de vendas do segmento on-line.
Mas quem são esses consumidores? Dados divulgados na edição de 2007 da DetonaWeb - campanha anual em que os maiores varejistas on-line oferecem descontos de até 50% em diversos produtos -, apontaram que o perfil predominante é de internautas entre 35 e 49 anos, com um tíquete médio de compra de R$ 324.
A DetonaWeb deste ano foi realizada entre 15 e 19 de setembro e até o fechamento desta edição não havia divulgação de dados atualizados. Mas a expectativa é de que haja mudanças, levando em conta que a cada ano mais de três milhões de novos compradores passam a usar a internet como canal. Com esta inclusão, é esperado que o perfil de renda seja outro e que o tíquete médio seja menor.
O cartão de crédito é a forma de pagamento escolhida pela maioria dos consumidores on-line no Brasil. Das compras via Web, cerca de 75% são financiadas, sendo que um terço é parcelado em até seis vezes.

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