O dinheiro é curto, mas a vontade de comprar sem tamanho. Normalmente, nesses casos, os brasileiros costumam dar um ''jeitinho'' para adquirir o produto que tanto lhe chamou a atenção. A saída é sempre parcelar e dividir o valor da compra em diversas prestações.
Porém, essa mania que os consumidores têm de realizar compras no crediário pode não ser uma atitude saudável para as finanças. O economista Laércio Rodrigues de Oliveira aponta que antes de adquirir produtos, parcelando o pagamento, é prudente levantar a importância dessa compra. ''O crediário é vantajoso quando a pessoa precisa daquele bem imediatamente e quando o valor da compra é muito grande para seu orçamento'', afirma Oliveira.
Quando não há urgência na compra, o ideal consiste em fazer uma poupança e esperar pela melhor oportunidade. ''O consumidor sempre ganha quando compra produtos em promoção e liquidação'', exemplifica o economista. Para a compra de um bem durável, como automóveis ou eletrodomésticos da linha branca, o parcelamento também pode ser uma alternativa, já que se trata de itens caros. ''Até vale a pena parcelar esse tipo de produto, por ser de longa duração. Mas ainda sim, só se o consumidor realmente sentir necessidade'', reforça. Roupas e sapatos, na opinião dele, devem ser comprados à vista.
Se não houver outra saída ou, simplesmente, o espírito consumista falar mais alto, Oliveira sugere que o cliente compre em poucas prestações: os juros serão menores e a obrigação termina logo. Além disso, ele frisa que os custos com o crediário não devem ultrapassar 30% do orçamento pessoal. ''Mais do que isso o consumidor pode se comprometer e não conseguir pagar a dívida'', acrescenta.
Outra orientação é no sentido do modelo de pagamento. Segundo ele, o mais indicado é o sistema de carnê. ''Cartão de crédito e cheque podem comprometer e os juros são altos. Com o carnê, se a pessoa não tiver dinheiro, ela pode ir na loja e negociar''.

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