Compras online devem movimentar R$ 1 bi
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domingo, 16 de dezembro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - Este Natal será o mais generoso de todos os tempos para o comércio eletrônico brasileiro. O aumento da renda disponível e o maior acesso à internet devem ajudar as lojas virtuais a faturar R$ 1 bilhão neste Natal, de acordo com a E-bit, consultoria especializada em varejo online. A estimativa considera as transações a serem realizadas de 15 de novembro a 23 de dezembro e aponta um crescimento de 45% sobre o mesmo período de 2006, quando as empresas faturaram
R$ 693 milhões.
No entanto, o consumidor deve estar atento. A praticidade de fazer compras pelo computador pode esconder riscos - de a mercadoria não ser entregue no prazo estipulado até fraudes completas, como lojas virtuais que não existem. O comércio eletrônico brasileiro está crescendo e isso acaba abrindo oportunidades para picaretas, alerta Patricia Peck, advogada especializada em direito digital.
Segundo ela, o consumidor deve suspeitar de lojas desconhecidas que ofereçam produtos com preços muito abaixo da média de mercado. Outro fator de desconfiança é quando a loja só tem como opção de pagamento o depósito bancário. Ofertas sedutoras e pedido de depósito antecipado são fortes indícios de empresas-fantasma. Antes de comprar, é preciso buscar o máximo de informações sobre a loja. Na dúvida, não compre.
A precaução vale para lojas renomadas. A associação de defesa do consumidor Pro Teste fez uma prova com 34 lojas virtuais e avaliou aspectos como segurança do site, cumprimento dos prazos de entrega e respaldo aos direitos de troca e devolução das mercadorias. Apenas três lojas online - Americanas.com, FastShop e Tok&Stok - se saíram bem em todos os aspectos avaliados.
Houve casos de entrega de mercadoria sem nota fiscal, entrega no endereço errado e descumprimento dos prazos. Mas as empresas pecam mesmo é na clareza das informações, afirma Maria Inês Dolce, coordenadora da Pro Teste.


