Compras on line exigem cuidados
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Nem só de lojas tradicionais vivem as compras de Natal. O volume de dinheiro disponível neste período alavanca também o comércio digital que tem registrado um aumento anual de 50% no faturamento. Projeções da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico indicam que o varejo on-line irá fechar o ano com lucro de R$ 4,3 bilhões (sem contar as negociações de passagens aéreas que devem atingir mais R$ 4 bilhões). Além disso, em dezembro o movimento das lojas virtuais é semelhante a dois meses normais de vendas. Apesar da praticidade e da comodidade que o e-commerce oferece, o consumidor deve ficar atento na hora de fazer suas compras para que não seja vítima de golpes.
De acordo com Gastão Mattos, consultor do Comitê de Varejo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a recomendação é que os internautas façam suas primeiras compras virtuais em sites de lojas já conhecidas. ''Os problemas das compras on line acontece, geralmente, com lojas não tradicionais e, por isso, é importante que o consumidor identifique o número do telefone da empresa e faça um contato prévio para verificar a sua existência física'', afirma. Um outro cuidado é identificar pessoas que já compraram algum produto na loja virtual para conhecer suas experiências.
''Em lojas desconhecidas, o consumidor nunca deve fazer o pagamento à vista, através de depósitos ou pagamento de faturas e boletos. O pagamento antecipado não é uma garantia da entrega do produto'', salienta Mattos. Segundo ele, o pagamento com cartão de crédito ou de débito pode ser uma garantia implícita de que a loja é confiável. ''Se a operadora cadastrou a empresa é porque ela tem, no mínimo, uma razão social. Neste caso, a existência da loja é homologada pela bandeira do cartão de crédito e, se houver algum problema o consumidor pode, inclusive, cobrar da sua operadora'', explica.
O internauta também não deve comprar qualquer produto através de computadores instalados em cybers café ou em locais que não ofereçam garantia de segurança. ''Nesses computadores podem ter algum tipo de 'programa espião' que capturam os dados pessoais do consumidor'', diz o consultor.
Prazo - Os consumidores estão tão acostumados às compras on line, que uma velha mania do brasileiro já está ficando para trás: a de deixar tudo para a última hora. Enquanto o comércio tradicional registra um movimento maior nos três últimos dias que antecedem o Natal, no e-commerce o pico de vendas registrado no ano passado foi o dia 12 e as últimas compras foram feitas até o dia 20. ''O movimento é concentrado porque deve haver um tempo hábil para entrega do produto'', comenta Mattos.
Neste ano, 55% das encomendas são por livros, CDs e DVDs. No entanto, o maior faturamento é com as transações de itens eletrônicos e de informática. No comércio virtual, a vedete do Natal aponta para os televisores de plasma. Os aparelhos estão sendo vendidos por até metade do preço comercializado no mesmo período do ano passado. ''Além disso, as lojas estão oferecendo parcelamentos longos no cartão de crédito que cabem no orçamento de muitas famílias de classe média'', observa o consultor.


