Para fugir dos reajustes, as papelarias tomam precauções como garantir a compra do estoque no ano anterior. Foi o que fez o proprietário da Papelaria Londrina, Nelson Lopes. "Algumas papelarias antecipam muito as compras para julho, agosto, justamente para não sentir o reajuste. No ano seguinte, só deixamos para escolher as capas (dos cadernos)."
A rede varejista Kalunga trabalha com fabricação própria de cadernos e com a importação direta de alguns itens e, por isso, diz não ter sentido o impacto das altas dos preços. "O impacto para nós é pequeno. Na última segunda-feira (primeiro dia útil do ano) tivemos 12% mais vendas em relação ao mesmo dia do ano passado." Entre janeiro e fevereiro de 2016, considerado o "Natal" das papelarias, a rede espera crescimento de 10% em comparação com o ano passado.
A papelaria também oferece ao consumidor descontos de R$ 1,50 por quilo de cadernos usados deixados nas lojas, que posteriormente são usados para reciclagem. Por parte dos pais, a orientação é de cautela ao comprar o material escolar, já que a despesa pode causar impacto nas finanças da família em um momento que se paga diversas outras despesas, como IPVA e IPTU.
Usar materiais dos anos anteriores, buscar livros usados com pais de filhos mais velhos e fugir dos produtos licenciados são algumas orientações do educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira. Outra recomendação é começar a comprar os itens da lista o quanto antes para pesquisar preços com mais tranquilidade e encontrar estoques disponíveis. "Os pais que estão comprando o material agora estão na frente porque não vão pegar muvuca e podem olhar os produtos com calma", diz a subgerente da Livrarias Curitiba em Londrina, Maria Márcia Magro.(M.F.C.)

mockup