Curitiba - A falta de tempo e de planejamento típica do brasileiro levou ontem milhares de paranaenses às compras. Em Curitiba, o movimento de clientes foi intenso nos shoppings centers e nas lojas do comércio de rua do centro da cidade. A dona de casa Jeniffer Paola Fernandes Soares, de 19 anos, é um exemplo típico do consumidor encontrado ontem no comércio. Ela chegou ao centro da capital por volta de meio-dia disposta a comprar presentes para 20 pessoas da família. No meio da tarde, apenas parte da tarefa estava cumprida.
Nos shoppings do comércio popular do Centro de Curitiba, Jeniffer encontrou corredores lotados e vendedores pouco propensos a negociar descontos. A família gastou uma média de R$ 35 por presente. A principal justificativa para as compras de última hora é o trabalho, caso da costureira Adriana Guimarães, 23 anos, que aproveitou o primeiro dia de folga do trabalho para ir compras presentes com o filho, Eduardo. ''Trabalhei até meio-dia. Então tenho que aproveitar esse tempo para comprar'', explica.
Com o movimento intenso de compradores, a vendedora Silvia de Souza Santos, de 30 anos, só conseguiu fazer um pequeno intervalo de descanso ontem, na loja de roupas em que trabalha. ''Atendi clientes o dia todo, apesar da chuva ter prejudicado o movimento'', conta. Silvia começou a vender às 9 da manhã e só deveria parar por volta das 22 horas.
Segundo a Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop), em média, no último fim de semana antes do Natal, o brasileiro gastou R$ 80 a R$ 110 por compra e adquiriu cerca de 20 presentes para familiares e amigos. O volume de vendas dos dois dias foi suficiente para elevar a expectativa de aumento da receita desse ano de 12% para 13%. O setor que registrou maior aumento nas vendas, segundo a entidade, foi o de comésticos e perfumaria, com 17% de crescimento.

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