COMPRAS DE NATAL - A difícil tarefa de escolher os presentes
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de novembro de 2004
Agência Estado 
A escolha dos presentes é um trabalho à parte na hora de sair para fazer as compras de Natal. A complicada missão de cada consumidor é fazer com que o presente agrade quem vai recebê-lo e ao mesmo tempo garantir que as compras não extrapolem o orçamento reservado para a data que, vale lembrar, não se resume aos presentes, mas inclui os gastos com a decoração e a ceia também.
Depois de calcular quanto vai ser gasto com os presentes com cada um deles e, depois, no total chega o momento de sair para as lojas e conciliar o valor que pode ser gasto com um presente que agrade e seja adequado para o presenteado. E talvez seja essa a parte mais difícil de toda a tarefa de completar os presentes de Natal. É preciso observar a proximidade, a personalidade e a idade do presenteado na hora de decidir quanto vai gastar e de escolher o presente.
É comum a opção por presentes mais caros para pessoas mais próximas, como familiares e namorados. Já no caso dos amigos não tão próximos ou parentes mais distantes é de praxe dar apenas uma lembrança, mais simbólica do que material, até mesmo como forma de administrar de maneira mais equilibrada todos os os gastos.
Independente de para quem será o presente ou quanto vai ser gasto, alguns cuidados são essenciais na hora da escolha, seja para optar por um presente mais adequado ou para evitar as famosas gafes. Ao comprar presentes para crianças, por exemplo, observar a idade é essencial. Os brinquedos normalmente indicam na embalagem para que idade são recomendados, o que facilita bastante a vida do consumidor. Isso deve ser seguido tanto porque a criança vai lidar melhor com o brinquedo recomendado para a sua idade e nível de desenvolvimento, como porque alguns como os que apresentam peças pequenas podem oferecer riscos às crianças menores.
Mas não são só os presentes para os pequenos que devem ser escolhidos com toda a cautela possível. É preciso lembrar, por exemplo, de possíveis alergias ou sensibilidades para não dar um presente errado. Isso vale para perfumes e flores, entre outros produtos. Dar um presente como este a alguém alérgico é sinônimo de jogar dinheiro fora.
Chocolates são uma boa opção de lembrança que agrada a todos ou quase todos. Mas vale certificar-se de que o presenteado não tenha sensibilidade ou alergia a algum ingrediente além de prestar muita atenção à data de validade, regra que vale para qualquer compra de alimentos, incluindo as compras para a ceia.
Maria Inês Dolci, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), dá uma última dica, que não deve ser esquecida: não deve haver constrangimento ao dar apenas uma lembrança mais barata de presente, mesmo às pessoas mais próximas. O Natal tem um significado maior do que o presente. Se por algum motivo financeiro não for possível caprichar mais no presente das pessoas queridas, vale dar uma lembrança, um cartão para mostrar que ela não foi esquecida, sugere. O que não vale é estourar o orçamento nem fazer dívidas, que no fim serão levadas para o ano novo, só para poder comprar presentes marcantes. O importante é a mensagem.


