Comprar dólar em banco está mais fácil
Agência Estado
De São Paulo
Muita gente ainda recorre à compra de dólar no mercado paralelo, porque permanece a idéia de que a aquisição em instituições financeiras é burocrática, com a apresentação de passagens, passaporte, etc. O fato é que a operação está bem mais simples e, financeiramente, é mais interessante. É exigida apenas a apresentação do CIC e da carteira de identidade. Por lei, a viagem deve ser feita no prazo de um ano da compra.
Do aspecto financeiro, compare: se tivesse comprado US$ 3 mil quinta-feira, você poderia ter economizado, em relação ao black, R$ 231,00, com a compra da moeda em espécie em banco, ou até R$ 321,00, com a de traveller checks.
O dólar paralelo quinta-feira era vendido em São Paulo por R$ 1,977. A American Express (Amex) Turismo e o Bradesco vendiam o dólar-turismo em espécie por R$ 1,90 e R$ 1,91, respectivamente. Já o traveller check era vendido, pela ordem, por R$ 1,90 e R$ 1,87.
No Banco do Brasil, a operação já não é tão vantajosa. A cotação do dólar-turismo era mais baixa que a do paralelo, de R$ 1,92. Mas, como o BB cobra uma taxa de 3% de clientes e de 4% de não-clientes, a cotação final superou a do black: para clientes, R$ 1,978 e, não-clientes, R$ 1,997. O traveller check era vendido por R$ 1 88.
Em casas de câmbio de São Paulo, o preço do dólar-turismo pode ser ainda mais salgado que o do paralelo. Na Coraltur, o dólar-turismo em espécie era vendido na quinta-feira por R$ 1,99 e na Action, por R$ 1,98. Essas empresas vendiam traveller por R$ 1,88 e R$ 1,96, respectivamente.
Na prática, se quisesse comprar US$ 3 mil, você pagaria no paralelo R$ 5.931,00. Pelo câmbio turismo em espécie: BB, R$ 5.932,80 (cliente) e R$ 5.990,40 (não-cliente); Coraltur, R$ 5.970,00; Action, R$ 5.940,00; Bradesco, R$ 5.730,00; e Amex, R$ 5.700 00.





